3 de julho de 2010

É quando você percebe que não importa o quanto se ame alguém
Ela não te pertence..
Não importa o quanto você cuide dela
Ela não é sua..
Não importa o quanto você a queira para si
Sempre vai ter outro alguém também a querendo
E sempre vai ter alguém a conseguindo ..
Pessoas não são objetos
Então desprenda-se, liberte-se, amanse esse seu seu peito
Já cansado de tanta duvida e tristeza
Porque nada nesse mundo tem garantia eterna
Pessoas são intensas, sentimentos são incógnitas
Ora doces, ora amargos
Sinta
Não espere juras e promessas para ser feliz
O que é a felicidade ?
Não espere essa antiga utopia que insistem em pregar como a solução dos males da humanidade
E você busca, procura, e sofre, e sofre, e faz sofrer
Sinta o cheiro de terra molhada que invade seu nariz um segundo antes da chuva começar a cair
Observe os pés sujos de lama na rua jogando uma bola de meia por entre duas pedras pequenas
E respire sempre que possível o cheiro quentinho do pão de manha saindo do forno
É o mais perto que você vai chegar dessa dita felicidade,
Sem que no entanto esteja a sua procura
Viva
E faça o que te der na telha sempre
Dança, pule, grite, tire a roupa no meio da rua
Desconstrua valores, o que eles representam pra você ?
Reflita, questione, critique
E a você também
Vida da forma como achar melhor sem se preocupar com que possam pensar, ninguém sabe de
nada,
Nunca souberam e você também não sabe

E quando tiver exaurido, deixe o nada lhe invadir
apenas respire..






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