O que desejo não tem nome,
Quero escrever um poema no escuro,
Apenas deixar a mão correr sobre o caderno
E não mais pensar,
Leve ..
Sentir o palpitar de dentro do peito
Me permitir apenas sutis movimentos
Para melhor ouvi-lo
Bem vagaroso, sereno feito a noite
Calado como o luar
Nessa terra de lamentações
É ele quem seca o pranto do peitos dos que sofrem
Dos corações partidos de quem ama
A noite vem e acolhe os enfermos,
Escondidos nos becos
Nas avenidas e ruelas,
Estou na sacada da angustia
Fazendo esquina com a solidão
Quero fechar os olhos enfermos
Para melhor sentir o aroma vago do silencio
Da janela, apenas uma luz amarelada
É o que basta
Uma fina luz que faz sombrear a caneta sobre o papel de pão
Olhou o chão,
Viu fotografias, cartas, roupas .. viu a solidão
E enquanto uma vaga lágrima meio amarelada caia
Encolheu-se ao travesseiro
Sonhou com um corpo, quente
-mas só o corpo, pois jamais dera-se bem com almas-
Palpitava agora mais forte
Então escreveu.. algo ardente, um poema já quente
Fez amor com a poesia
E escondeu com fotografias seu sonho de liberdade.
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Tô com um poema entupindo...
ResponderExcluirTravando a caneta...
Segurando meu braço...
Bloqueado a emoção...
Versos tão frescos
Que sinto o cheiro
E o calor que emana
Sem formas para definir