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É preciso perder-se na beleza de certas donzelas
Aquelas que estão muito bem escondidas no espaço
Ou apenas passeando com suas capas
Que as fazem quase irreconhecíveis
É preciso despi-las
Por vezes arrancar lhes com violência de seus inatingíveis pedestais.
Há também aquelas que só conhecemos de vista,
Que, porém jamais chegamos perto
Não por desgosto,
Apenas porque emanam certo desprezo
ao nosso pobre cotidiano
Mas lá estão elas
Desejando que as busquemos
Desejando que as toquemos e as beijemos
São carentes de amor
Carentes de atenção
Vou então a sua procura
Vou por vezes em vão ao seu encontro
Porque mesmo carentes, são voláteis
São travessas e relutantes ao meu abraço
De certo se riem do meu romântico esforço
Venham e se façam presente, minhas meninas
Venham e me ajudem nessa tão ardorosa tarefa:
escreve-las.
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