17 de fevereiro de 2011

Dor minha

Meu sofrimento não se pode nomear
Não tem cheiro, não tem cor
Sente-se presunçoso em existir,
quiçá egoísta com tantas dores atrozes do mundo
as dores poupáveis, carnais e cruéis

Mas este se fez cruel em seu vazio
No seu não sentir
não arder
no seu porém inquestionável sofrer

Na agonia ímpar que só o nada pode trazer
E no abismo de existir
e na ignorância débil em querer permanecer
sem ao menos conhecer, sem nunca saber ..

Essa é a dor de viver alheio às dores de si mesmo
Mas é minha, só minha.

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