2 de junho de 2011

Há uma triste canção fluindo pelos seus olhos
É chuva de inverno, escorrendo por folhas macias
Mas se parecem com lágrimas
Mal consigo lembrar
A névoa noturna embaça meus olhos envelhecidos
Como fossem lentes de poeira densa

O amor persiste
Chega sem labuta
é como respirar
é preciso apenas não tapar as narinas
é preciso apenas não fechar o coração

Vendo-te deitada sobre tantas pétalas amarelas
O que vejo é Sol
que irradia ternura e calor em praças
onde crianças brincam despreocupadamente
É sol sim
mas parece teu corpo repousado no leito

O amor persiste
Vou ficar, até que sequem todas as folhas
Vou ficar e esperar até que cesse a canção

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