8 de agosto de 2011

Ultimamente tenho tomado mais banhos por dia do que o normal. Fico olhando inerte, a água escorrer por sobre o corpo, esperando que leve consigo aquilo que desejo não levar mais comigo. É pior durante a noite, porque perco a ideia de ponteiro. Experimento a ausência de luz, e somente deixo entrar pela janela colorida a luz alva da lua. Penso que talvez a insistência faça com que a água corra por sob a pele e leve para o ralo as sujeiras entranhadas.

Somente ponho os pés na rua, se na bolsa levar um livro (qualquer um), um caderno devidamente acompanhado de um lápis e um aparelho musical. Não é tédio. É só a necessidade de não estar sozinha com pensamentos desleais.

Também tenho me forçado a levantar cedo. Então desço e faço um café bastante forte, na vontade (evito usar a esperança como expressão) quase desesperada, mas é apônica e ataráxica, de acordar pra vida.



Achei importante registrar essas desnecessariedades,
e nem sei o porque.


Nenhum comentário:

Postar um comentário