8 de abril de 2010





Unidos por uma flor, por uma lágrima, um pensamento,
mas nunca pelo coração.
Ser um espelho, um reflexo, um espectro.
Ela desejava ter em si algo
que a aproximasse daquela personagem,
daquela presença sempre tão ausente.
Então comprava relíquias, tirava fotografias,
interpretava símbolos e até lia Drummond.
Mas jamais sonhava.
Unidos por ideais, mas nunca pelo coração.



Mimesis

2 comentários:

  1. Unidos por ser! Por estar vivo! Aqui e agora! Unicos em si, unidos pelo presente!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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